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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tuba Express: Salário mínino e movimentos no mundo árabe

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Aumento maior do salário mínimo: só se for oposição

Regra geral da política: se for oposição, não importa se de direita ou de esquerda, PT ou PSDB, apoie um salário mínimo maior; se for situação, defenda um aumento pequeno do mesmo. Se for oposição, vote no sentido de ver o circo pegar fogo e detornar a previdência, desestabilizando o Governo; já a situação deve preservar a estabilidade das contas públicas.

Resumindo: defenda hoje como oposição, aquilo que você será contra amanhã como situação.

Ditaduras no mundo árabe: um dia a casa cai, com a ajuda da Internet

O povo egípcio deu uma grande lição aos governantes com milhares de pessoas tomando a Praça Tahrir para uma demonstração pública de insatisfação de um povo que há 30 anos não podia se manifestar. A manifestação que levou milhares às ruas do Cairo para pedir a saída do presidente Hosni Mubarak, cuminou com a renúncia deste.

A onda de protestos no mundo árabe chegou à Líbia, país do norte da África comandado pelo ditador Kadafi há mais de quatro décadas. Para driblar a censura de Muamar Kadafi na Líbia, manifestantes divulgaram pela internet as imagens dos protestos contra a prisão de um ativista de direitos humanos. Centenas de pessoas entraram em choque com a polícia no leste do país.

Do Bahrein, também não param de chegar imagens de confrontos. O governo tentou acalmar os descontentes pagando US$ 2,6 mil, mais ou menos R$ 4,4mil, para cada família do país. Mas os protestos continuam.

Um manifestante gravou no celular o momento em que forças de segurança avançaram sobre um grupo que protestava em Manama, capital do Bahrein. Duas pessoas morreram nos choques com a polícia.

As redes sociais na Internet continuam servindo como ferramenta principal para a organização dos protestos contra governos de linha dura na região.

No Iêmen, a polícia já não controla as manifestações, que tomam conta de várias cidades do país. Na capital, Sana, grupos favoráveis ao governo atacaram opositores do presidente Ali Saleh com facas e cassetetes.

No Irã, pessoas favoráveis e contrárias ao regime de Mahmoud Ahmadinejad se enfrentaram no funeral de um estudante morto a tiros num protesto há dois dias.

A internet fazendo sucesso nas transformações sociais

Movimentos organizados, oposicionistas e cidadãos comuns têm utilizado a internet e as redes sociais como poderosas ferramentas mobilizadoras. Convocações virtuais para o levante tunisiano e egípcio agregaram milhares de jovens nas ruas e potencializaram o efeito dos protestos.

A internet tem um efeito catalisador, multiplicador e acelerador dos movimentos sociais, dizem especialistas. Porém, o importante papel que a rede e em especial sites como o Twitter e o Facebook estão exercendo nestes processos é fenômeno que se restringe a países estruturados.

O Egito e a Tunísia, apesar de todos os problemas sociais que enfrentam, possuem uma classe média estruturada e instituições fortes. Agora, países menores já não tem essa capacidade de mobilização, suas populações não têm esse acesso. Há pouca penetração do Facebook e do Twitter em países como a Mauritânia, o Iêmen, Omã e outros, na região, afirma o cientista político e professor de relações internacionais da ESPM Heni Ozi Cukier.

De qualquer forma são mudanças que sinalizam um possível futuro melhor para as sociedades árabes.

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