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quarta-feira, 7 de abril de 2010

O que todo mundo deve saber sobre Bairros Nobres

     Bairro Renascença II. Não achei imagem de bairro lascado de São Luís.
Os bairros mais escondidos e afastados, desertos e terríveis para se trabalhar são os bairros nobres. De gente riquinha, que lógico, todos querem ser iguais a eles. Mas se você quer um conselho, para fugir da frustração eterna, que para Leonardo Boff tem o mesmo significado de inferno, esqueça essa ilusão. Mas não tem jeito, alguém ainda vai dizer: “você fala mas também queria morar em bairro nobre, naqueles prédios enormes onde não se vê nem o porteiro lá dentro”.

Algumas pessoas vão fazer logo uma referência do que eu vou falar, outras nem um pouco, ou por serem ricas e alienadas demais ou por serem pobres e alienadas demais. Se você for pesquisador, testemunha de Jeová ou carteiro, gente que trabalha dando volta nos bairros, sabe perfeitamente disso.

Não seria de se estranhar de que quando você tem que fazer um trabalho em um lugar tão esplendorosamente lindo você se pergunte: “Meu Deus, por que Senhor? O que eu fiz para merecer isso? Por que eu não nasci rico ao invés de tão inteligente?”

A razão de tanto desespero de quando nós, pobres mortais, temos que nos atirar para esses bairros é a seguinte: bairro de rico foi projetado para rico, todo rico tem um carro, não, minto, todo rico tem mais de um carro. Portanto para quê parada de ônibus? E estranhamente, as ruas são desertas, no máximo você vai encontrar transitando os empregados. As residências são totalmente fechadas; os pesquisadores faltam ter um ataque do coração. As escolas da elite também são tão bem localizadas quanto as residências. Sim, bem localizadas; por que a intenção é justamente essa. Por que um acesso tão difícil? Tão longe, tão escondido tão deserto e sem ônibus. Todo bairro tem ônibus rodando, meu Deus! A resposta é clara: rico  quer ver pobre a 100km.

Bairros pobres sempre têm ônibus por mais distante que seja e mesmo que este passe de hora em hora. Pobre só anda de ônibus!

Passeios, programas para bairros nobres, distantes e mal/bem localizados, nem me animam.

É bom que todos saibam dessa infeliz discrepância social. Devemos ensinar nas Igrejas também! Já que os filhos criados por Deus não sabem analisar, nem minimamente, as conseqüências de uma sociedade criada pelo homem, à sua imagem e semelhança; quer sejam cristãos ou não.

Por que da próxima vez que eu tiver que me atirar lá para dentro do Renascença para um congresso evangélico, ocasião onde se espera-se respeito pelas diferenças, por que “Jesus ensinou isso a nós outros”, eu vou pensar seriamente: “Poxa! Será que eles queriam que eu viesse?”.

4 comentários:

  1. Em Florianópolis tem praias só para ricos, que para afastar os pobres delas, não há linhas de ônibus, apesar do bairro estar repleto de prédios e hotéis chics. Isso é justamente para o pobre não ter acesso.
    Quem gosta de pobre é candidato em tempos de eleição. Mas isso só até o pleito.

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  2. Olá,

    Estou passando para avisar que o Sindicato está de volta, mas com tantas novidades que é melhor passar lá para conferir. Primeiro que agora somos um portal de blogs (http://uniaodeblogs.org). Seria ótimo tê-lo como nosso associados.

    Nossa ambição é alavancar as visitas de todos os associados. Temos fóruns, agregadores, comunidades de parceiros e associados, envio de artigos e muito mais. Espero você lá...

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  3. Eh... povim do Ibge/Censo que o diga!
    'Nois' sofre!

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  4. É isso mesmo! Deixa esse povo fora, então!

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