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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Políticos são criados da costela do povão


Assim como Deus “criou” a mulher da costela de Adão (!???), os políticos são criados da costela do povão.

No paraíso atual do capitalismo financeiro brasileiro combalido, o IBGE e a Fundação Getúlio Vargas têm divulgado ano após ano que a classe C é a mais endividada do país, boa parte devido aos créditos consignados, ao uso abusivo de cartões de crédito e às reduções de IPI da vida.

Quer dizer, aquela história que tanto se ouve de que “eu compro a prazo porque não tenho dinheiro, ganho pouco” é falsa?

Eu conheço muita gente que tem família pequena, ganha razoavelmente bem e vive no vermelho. Portanto, o que as pesquisas mostram não me causam nenhum espanto.

O que de fato existe é gente que não consegue resistir aos apelos publicitários, ao ímã do consumo na vitrine do mercado, que promete orgasmos múltiplos materiais, ofuscando o raciocínio lógico-matemático. O sujeito não faz conta, não coloca no papel. Sendo assim, acaba gastando mais do que ganha. Porque ter, possuir, é mais importante do que SER.

Se fosse perguntado a todas as pessoas o que elas gostariam de ganhar/ter: (1) liberdade de expressão, inteligência e poder crítico; ou (2) um carro zero, uma televisão de plasma ou qualquer quinquilharia eletrônica, estou certo de que a maioria escolheria estes últimos.

Dias atrás, na fila do supermercado, o sujeito a minha frente pagou uma pequena compra de oito reais com cartão de crédito (esse tá liso!). Uma amiga caixa de supermercado disse que isso é comum. Então, ele foi para o estacionamento e saiu com o carro novo que, provavelmente, é financiado e ainda está pagando (se a prestação está em dia, eu não sei).

Então é isso: o brasileiro gasta mais do que ganha!

Epa! “Gasta mais do que GANHA” (cidadão comum) não é muito parecido com “gasta mais do que ARRECADA” (prefeitos, governadores, etc.)?

Tudo bem! Temos a Lei de Responsabilidade Fiscal, os compromissos internacionais, o superávit primário. Entretanto, é uma economia que no final não é para o bem próprio do país, mas é direcionada aos gastos com as orgias internacionais, tornando o Brasil um eterno devedor, tanto quanto a população.

Povo e governantes nasceram do mesmo barro cultural, da mesma lama, sendo que estes últimos se criaram e se criam da costela do primeiro. Talvez por isso que se elejam tantos corruptos Brasil afora. Pois a maioria dos políticos representa bem o caráter da maioria dos eleitores.

Por Eduardo Tuba, do Tuba Física

Um comentário:

  1. é o exercício do livre arbítrio: alguns o fazem lúcidos, outros mergulhados na ignorância. são escolhas pautadas na história de cada indivíduo, família, nação. uns consomem e produzem conhecimento, outros consomem mercadorias e geram lixo em excesso... mas tem conhecimento que na verdade também é lixo... e lixo que pode gerar conhecimento. é preciso refletir sobre uma questão: o que é importante culturalmente para uns pode ser supérfluo para outros. abraços, obrigada pelo convite para visitar seu espaço :)

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