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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Maranhão: lugar que não tem profissionais


Por que muita gente reclama da falta de profissionalismo no Maranhão?

Muita gente reclama, porquê... Justamente porquê... Ninguém reclama!

Quer dizer, as pessoas de fora reclamam que aqui... Ninguém reclama.


Sei! Isso está parecendo poesia de Paulo Leminski. Tá! Tudo bem, se você não sabe quem é Paulo Leminski, por favor, não deixe de ler meu blog, eu imploro.


Vou explicar de maneira mais clara e ilustrativa; como eu sempre faço.


Aqui no Maranhão (entenda bem, alienado, eu disse “AQUI”; pra depois ninguém me perguntar “de onde tu és pra falar mal do Estado dos outros?”). Pois bem, aqui tem um grave problema: péssima prestação de serviço. Que é decorrente da falta de profissionalismo dos ditos “profissionais” em geral. E isso persiste do hábito cultural dos maranhenses de se conformarem com tudo e não reclamarem de nada. Entenderam?

Vou mostrar como isso se dá passo a passo:


Salário: Para a grande (grande mesmo) maioria dos empregos de nível médio paga-se um salário mínimo.



Educação: A maioria da população, essa que está fadada à classe assalariada, ao subemprego, e ao desemprego, tem a sua (má)formação na Escola Pública. Esta tem como lema “Quantidade 10, Qualidade 0”. Não por que ela quer que todos os pobres tenham acesso ao ensino à vida escolar, mas devido às pressões internacionais da UNESCO. Em outro post explicarei o ciclo dessa deseducação viciosa. Esses alunos entram tarde na escola, mal nutridos, desorganizados socialmente, desde a família. Ah, que se lasquem! Eu não vou ficar aqui desenrolando problema alheio. Pois bem, nessas (des)organizações de ensino, a preocupação com a qualidade não existe. Se o aluno não sabe, passa de ano. Se não tem professor de Matemática, põe-se o de Física para dar aula de Matemática. Se não terminou o conteúdo no ano letivo, não tem problema, o importante é que o aluno não está nas drogas. Os alunos saem sabendo 15% do que deveria saber um aluno que se forma no Ensino Básico.

Governo: Como eu disse essa questão da Educação fica para o próximo post. Por enquanto eu direi que tudo isso não é um problema de gestão de nenhum governo, É UMA ORDEM do próprio para as Escolas Públicas. Sem falar que político não gosta de pobre, eles é que se iludem; o governo quer mais é que os pobres se danem.


Cursos Profissionalizantes: Se dividem assim: CEFET (agora INFET), SENAI e os outros. No CEFET e no SENAI ficam os melhores, os que vão se profissionalizar mesmo, os que fizeram um bom Ensino Médio, e os que vão conseguir os melhores empregos nas melhores empresas. Mas nem todos; devido à seleção natural do capitalismo, obviamente. Nos “outros” ficam os que são e serão o contrário de tudo isso que falei. E olha que eles ainda são sortudos, por que ainda tem uma grande parcela que vai ficar fadada ao subemprego e ao desemprego.


Universidades e Faculdades: A mesma coisa do item acima. Trocando CEFET e SENAI por UFMA e UEMA, o restante se mantém na mesma ordem, com as devidas correções gramaticais.


Empresas: Chegamos a uma consequência dessa deseducação. As Empresas se comportam assim, diante dessa massa de mal profissionais:


As de grande porte, e que se preocupam com a qualidade ao máximo, pegam a nata dos bem formados. Uma quantidade mínima; e só para operários. O restante do quadro nem é daqui, da terra do Sarney.


As demais, que se subdividem nos diversos ramos da produção, pegam a massa má formada, e, por que são mal formados, serão profissionaizinhos de merda, portanto vão receber um mísero salário mínimo; em compensação, não serão cobrados pela sua incompetência.

Quem fez um péssimo Ensino Médio e um Profissionalizante pior ainda, e não conseguiu um mega emprego, nem tem condições de montar uma mega empresa, mas não quer se conformar com o salário de merda que é pago para os empregados em geral, constroem uma empresinha fajuta, na sua área de formação. Um cursinho pré-vestibular, uma empresa de telecomunicação, um provedor de internet, uma lojinha, ou o que for. Aí contratam empregadinhos de merda que vão ganhar um mísero salário mínimo; mas, em compensação, não serão cobrados pela sua incompetência.


Salário: O salário é pequeno? Mas tudo bem! Todos se conformam, pois poderiam estar muito pior. Aliás, os próprios que recebem essa miséria, sabem que não valem isso.


População: Bem, a população, que vai ser servida por esses profissionais, acha isso tudo normal, mesmo quando recebe um serviço de má qualidade. Se conforma, e só reclama quando quer armar um circo. Mas na verdade, não reclamam por que está todo mundo na mesma situação, e ninguém sabe o que é ter qualidade de verdade. O conformismo diz que está tudo bem, que todo lugar é assim e que aqui é o melhor lugar para se viver!


Meu Deus! Esse post ficou muito grande. Ninguém vai ler. Droga!

5 comentários:

  1. É isso aí, só há serviços de qualidade se os clientes são exigentes. Do contrário, não há porque fazer bem, se ruim satisfaz.

    É característica do brasileiro preferir dar um jeitinho do que reinvidicar.

    Do Tuba Física: http://tubafisica.blogspot.com

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  2. Concordo em partes. Também sou maranhense e tive que sair fugido do estado pra não ficar nessa situação de sem educação e com salário de fome. Isso tudo é reflexo da péssima administração do Clã Sarney que já está a décadas no poder. Os Maranhenses estão espalhados pelo Brasil, humilhados, tendo que carregar nas costas o peso da incompetência de seus políticos. Aqui em Goiânia, Maranhense é gíria pra mulher fácil ou prostituta. Outros entram pra criminalidade. Maranhão significa Grande Patranha, e Patranha significa conto enganoso, mentira. Ou seja, o Maranhão é a grande mentira do Brasil.

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  3. Maranhão é a maior mentira do Brasil, coisa nenhuma, maior mentira é a oligarquia instalada pela Familia Sarney e não só no estado, mas a nivel nacional, onde falcatruas mil são cometidas, e sob o véu da impunidade tecido com alianças e conchavos quase sempre ilicitos permitem sua eternização. O povo maranhense é trabalhador tão quanto o povo de qualquer outro estado brasilieiro, o que não tem é a cultura e instrução necessaria a mudar sua condição, visto estar no arreio dessa familia. Não sou maranhense, não conheço o estado, mas sou brasileiro e também estou de certa forma submetido à essa corja. Quem ouviu o discurso do coronel mor, no início dos trabalhos no Senado, se tem sangue nas veias, deve ter ficado revoltado, quando ele, "el bigodon", falou que os trabalhos daquela casa eram fulcrados em "honestidade, lisura e transparência" e que o senado era onde o povo pode exercer o controle sobre o governo. Triste ouvir isso e saber que nada mudará, nesse governo de sofistas. Nada mais a falar

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  4. Muito bom esse post..

    A verdade, doa a quem doer!

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  5. O Maranhão e o maranhense são tudo isso e um pouco mais...porém só criticar e não tentar mudar esse cenário não o mudará.O pvo maranhense tem lutado, de alguma forma, para mudar essa perspectiva. Se compararmos o Maranhão de vinte anos com o de hoje, as mudanças são gritantes...e Sarney não tem nada a ver com isso.As pessoas (uma grande parte)teem tentado melhorar sua qualidade de vida, mesmo que ainda não seja aquela mais desejada por um ser humano normal, sem exageros. Pouco a pouco o povo tá se conscientizando de seu poder sobre as decisões do nosso Estado....é claro q mudarei de ideia de Roseana ou seus cachorrinhos se elegerem.

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