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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Feriado Santo

 

Comecei a ter cuidado em convidar certas pessoas para algum programa (nada a ver com sexo) em um feriado. A gente nunca sabe o quanto a pessoa está ligada aos ritos de uma comemoração religiosa. Às vezes, a pessoa até se zanga com você, como se você fosse a única pessoa no mundo que não soubesse que dia tal é dia de santo tal e não se pode fazer coisa tal.

 Um certo amigo meu, quase me mata de raiva, mas foi apenas duas vezes. Depois "larguei de mão”; de doido basta eu!

Resolvemos reunir a turma do colégio e escolhemos o feriado mais próximo: sexta feira da paixão! Eu fiquei de anunciar-lhe o evento. Foi tirado na sorte, e eu perdi! Como todo mundo sabia, ele colocou um monte de empecilhos. Eu disse que a gente ia se reunir, os amigos das antigas e tarará tarará. Ele perguntou: para quê? Eu respirei fundo e respondi que era para conversar, bater um papo, trocar figurinhas... E ele respondeu: só isso? Perguntou onde era, eu disse que era em uma praça no centro histórico, e ele disse que era só aziação. Pois bem, ele perguntou o que mais que a gente ia fazer lá, já que não tinha nada para se fazer ali na opinião dele.

“Bem, eu respondi, vamos comer um cachorro quente no Souza”.

“O quê????”, ele falou. Eu quase morri do coração do susto que levei. “Cachorro quente?”

“É. Por quê?”, falei, puta da vida.

“Cachorro quente na sexta feira santa?”

“Qual o problema?”

“Mas tem carne!”

“Não! O Souza vai colocar peixe no cachorro quente! E se tu não quiser ir, não vai!”

Bem, ele não foi! E ele nem é católico, como eu ia adivinhar que ia dar esse grilo todo!

Da outra vez que fomos nos reunir marcamos dia 2 de novembro. Eu tinha que ligar para ele novamente. Mas eu avisei logo, que se ele começasse com os beribéris dele...

Liguei para ele, fiz o convite...

“Olha, vai ser dia 2 de novembro.”, eu disse.

“Dois de novembro???????”, ele disse.

Respirei fundo...

“É. Por quê?”, falei, me controlando; lembrando da última vez.

“Mas é dia de finados!”

“Sim. E daí?”

“Eu vou visitar minha irmã no cemitério!”

Pronto! A cara foi lá no chão. Passei um tempão pedindo mil perdões.

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