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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cadê o velho do saco?


Estava chegando à minha rua e vi uma menininha andando de bicicleta pra lá e pra cá. Era quase uma da tarde, a rua estava quase deserta. Então pensei: "será que a mãe dessa menina não tem medo dela ficar andando por aí sozinha e algum bandido pegar, estuprar, matar, tirar os órgãos e jogar o corpo no mato?" Estou sendo cruel? Ou realista. Ou talvez deva dizer que "o velho do saco" pega as criancinhas que ficam na rua. Talvez surtisse mais efeito. Era o que minha mãe dizia, e eu morria de medo do "velho do saco". Acho que se minha mãe fosse contar aquilo tudo, ou seja, o que realmente acontece, eu não iria acreditar. Mas nem essa mentira os pais de hoje contam para evitar que os filhos fiquem na rua.

Na escola onde eu trabalho, as crianças a partir de cinco anos só vão dormir depois de "Caminho das Índias". As de nove e dez me perguntam se eu assisti "Decamerão" na sexta passada. Eu digo que "não, que passa muito tarde, mas o que é que tu faz mesmo acordado até tarde assistindo programa impróprio para tua idade?"

Antes eu dizia que os pais não podiam concorrer com a televisão na difícil tarefa de educar, pois é grande a quantidade de programa com leve teor de sexualidade e violência social em horário nobre . Não dá mais para pensar assim quando se tem pais para os quais o significado de educar é pagar uma boa escola para o filho.

P.S.: Reconheço que a expressão velho do saco, muito utilizada pelas gerações passadas, tem teor preconceituoso.

Um comentário:

  1. No meu tempo não era o “velho do saco”, era as ciganas que roubavam as criancinhas e os comunistas que faziam churrasco delas.
    Hoje, se falar em velho do saco, a criança vai pensar que é o Papai Noel.

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